ALGORITMO SUPORTE BÁSICO DE VIDA

 

 PARAMETROS VITAIS

1 – VENTILAÇÃO

Ciclo ventilatório – Inspiração + Expiração

Frequencia – ciclos por minuto (15 a 20)

Amplitude – Superficial, Normal e Profunda

Ritmo – Regular ou Irregular

 

2 – PULSO

Frequencia – nº de pulsações p/ minuto (60 a 100)

Amplitude – Forte ou Fraco

Ritmo – Regular ou irregular

 

3 – PRESSÃO ARTERIAL

Pressão sistólica (máxima) (100 a 120) (>160 hipertensão) (< 90 hipotensão)

Pressão diastólica (minima)

 

4 – TEMPERATURA

Hipotermia < 35ºC

Sem febre – Apirético

Hipertermia (febre) > 37,5ºC

 

 


 

DOENÇA

SINAIS E SINTOMAS

ACTUAÇÃO

OUTROS

 

 

 

 

 

HEMORRAGIA

-      Saída evidente de sangue

-          Respiração rápida, superficial e difícil.

-          Pulso rápido e fraco.

-          Hipotensão < 90 mmHg

-          Pele pálida e suada.

-          Mal estar geral

-          Sede

-          Zumbidos Ouvidos.

-          Ansiedade e agitação.

-          Inconsciência

-          Controlar a hemorragia

-          Manter atitude calma e segura.

-          Manter via aérea permeável.

-          Oxigénio 10 l/min

-          Avaliar e registar sinais vitais

Compressão:

Manual directa

Digital à distancia

Elevação membro

Aplicações frias

Garrote

Interna:

Aplicar gelo área

Imobilizar zona

Decúbito dorsal c/ joelhos flectidos

 

 

 

 

 

CHOQUE

Hipovolémico

Cardiogénico

Vasogénico

-     Alterações da consciencia      (agitação, apatia, prostação e inconsciência).

-          Dificuldade ventilatória (dispneia) rápida, superficial e irregular.

-          Pulso rápido fino e irregular. Dificil pesquisa em pulso periférico.

-          Hipotensão < 90 mmHg

-          Pele pálida, suada e cianosada

-          Mal estar geral e naúseas

-          Sede (mucosas secas)

-          Olhos baços e sem brilho

-          Tonturas

-          Manter atitude calma e segura

-          Combater a causa

-          Manter vias aereas permeaveis

-          Acalmar a vitima

-          Oxigénio 10 l/min

-          Avaliar e registar sinais vitais

-          Manter temperatura

-          Decúbito dorsal c/ joelhos flectidos

 

Atenção aos traumatismos

TCE, TVM.

Na suspeita do ultimo não elevar pernas.

 

 

 

 

 

TCE

Traumatismo

Crâneo

Encefálico

-          Alteração estado consciência

-          Alt. Simetria e reactividade pupilas

-          Alt. Sensibilidade e mobilidade

-          Deformação do crâneo

-          Perda de fluídos ou LCR

-          Convulsões

-          Náuseas / Vómitos

-          Cefaleias

-          Tonturas

-          Alterações da visão

-          Alterações sinais vitais (pulso rápido e fraco hipotensão; pulso lento hipertensão; ventilação rápida e superficial ou lenta-apneia; hipertermia)

 

-          Permeabilização via aérea

-          Imobilização cervical

-          Oxigénio 10-12 l/min

-          Controlar hemorragia e despistar choque

-          Avaliar e registar sinais vitais

-          Exposição da vítima mantendo temperatura

-          Imobilização vítima

-          Elevação da cabeça 30 º   ( se possível)

 

Em qualquer v´tima inconsciente suspeitar sempre de TCE e de TVM

 

 

 

 

TVE

Traumatismo

Vertebro

Medular

-          Dor local permanente ou á palpação

-          Parestesias (formigueiros)

-          Alteração sensibilidade membros

-          Alteração força muscular membros

-          Paralisia

-          Incintinência esfincteres

-          Alteração sinais vitais (dificuldade ou paragem respiratória, Pulso  rápido e fraco, pulso lento)

-          Hipotensão

-          Alteração temperatura corporal

-          Prevenção e agravamento das lesões sofridas

-          Tração e alinhamento coluna cervical

-          Colar cervical (4 apoios)

-          Oxigénio 10 l/min

-          Executar exame rigoroso

-          Não mover a vitima desnecessariamente

-          Avaliação e registo parametros vitais

-          Manter temperatura

-          Imobilizar a vitima e manter imobilização

-          Transporte calmo e seguro.

 

TRAUMATISMO

TORÁCICO

PNEUMOTORAX ABERTO

-          Ferida aspirante toráx

-          Produz som caracteristico

PNEUMOTORAX HIPERTENSIVO

-          E ntrada ar p/ espaço pleural não havendo retorno

-          Dispneia

-          Desvio da traqueia

-          Choque

-          Engurgitamenyo jugular

-          Cianose

PNEUMOTORAX ESPONTÂNEO

-          Pulmão rompe entrando ar para espaço pleural

-          Dispneia

-          Dor torácica

HEMOTORAX MAÇIÇO

-          Acumulação rápida de sangue no espaço pleural

RETALLO OU VOLLET COSTAL

-          Devido a fractura de costelas

-          Surge movimento paradoxal

PNEUMOTORAX ABERTO

-          Selar a ferida c/ penso estéril e não poroso

-          Deixar um dos lados do penso solto

-          Vigiar parametros vitais

PNEUMOTORAX HIPERTENSIVO

-          Vigiar parametros vitais

-          Situação grave que leva á morte, a ser vista por médico rápidamente

HEMOTORAX MAÇIÇO

-          Vigiar parametros vitais

-          Despistar choque e actuar em conformidade

-          Observação poe equipa médica

RETALLO OU VOLLET COSTAL

-          Vigiar parametros vitais

-          Despistar choque e actuar em conformidade

-          Fixar a zona móvel

-          Manter atitude calma e segura

-          Executar c/ rigor exame da vítima

-          Administrar oxigénio

-          Controlar as hemorragias

-          Avaliar e registar parametros vitais

TRAUMATISMOS

ABDOMINAIS

-          Abertos

-          Fechados

-          São considerados graves, podem conduzir à morte por hemorragia, choque ou infecção.

-          Manter a permeabilidade das vias respiratórias

-          Oxigénio

-          Avaliar e registar sinais vitais.

-          Despistar choque

-          Obter informação sobre o mecanismo do trauma.

-          Lesões associadas

-          Não dar de beber à vítima

-          Manter temperatura

-          Após exclusão de TVM, transportar com joelhos flectidos, semi sentada.

 

TRAUMATISMOS DAS EXTREMIDADES

(Fracturas :

Expostas

Complicadas de feridas

Fechadas)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TRAUMATISMOS DAS EXTREMIDADES

 

 

-          Dor

-          Impotência funcional

-          Deformação

-          Crepitação

-          Edema

-          Equimoses (Hematomas)

-          Exposição dos topos ósseos

-          Uma fractura deve ser sempre imobilizada

-          Limpar e desinfectar feridas, lavar c/ soro fisiológico

-          Imobilizar a articulação abaixo e acima do foco da fractura

-          Se não for em zona articular, tracção,alinhar e imobilizar.

-          Em zona articular imobilizar na posição em que se encontra.

-          Manter atitude calma e confiante.

-          Oxigénio

-          Controlar hemorragias

-          Cumprir os princípios da imobilização.

-          Despistar choque

-          Pesquisar lesões associadas

-          Não dar alimentos ou bebidas

-          Manter temperatura

-          Analgesia.

-          Usar talas de madeira ou maca de vácuo

Se houver os seguintes sintomas:

-          Ausencia de pulso

-          Cianose das extremidades

-          Palidez

-          Arrefecimento das extremidades

-          Perda de sensibilidade

Pode levar à perda do membro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUEIMADURAS

Pelo calor

Quimicas

Electricas

Por radiações

Queim. P/ calor

-          1º GRAU (atinge a epiderme, pele avermelhada quente e dolorosa)

-          2º GRAU (Atinge a epiderme, derme..Pele c/ vesículas) 

-          3º GRAU (destruição da epiderme, derme e tecidos subjacentes.Pele acastanhada. 

Queim. P/ frio

-            1º GRAU (edema, vermelhidão sem necrose da pele)

-          2º GRAU (Formação de vesículas. Necrose parcial da pele)

-          3º GRAU (Necrose total da pele, com necrose  tecido subcutâneo)

-          4º GRAU (Necrose total da pele associada anecrose de musculos e osso. C/ gangrena.

-          Dor

-          Edema

-          Necrose (cor escura)

-          Gangrena                            

Queimaduras quimicas

-          Retirar roupas contaminadas.

-          Lavar abundantemente c/ água (arrefece e hidrata).

-          Controlar a dor e prevenir infecção.

-          Considerar obsrevação médica.

Outras queimaduras

-          Não tirar roupas abruptamente

-          Não aplicar substâncias gordas

-          Não rebentar vesículas

-          Aliviar a dor com compressas com soro fisiologico, frio morno e analgésicos

-          Prevenir a infecção (utilização de compressas estéreis)

-          Antibioterapias

-          Atenção a eventual choque hipovolémico devido a perda de plasma

-          Considerar observação médica.

Queimaduras por Frio

-          Tirar roupas que impeçam a circulação

-          Colocar cobertores quentes

-          Dar bebidas quentes

-          Mergulhar a extermidade afectada em água a 40ºC

Critérios de gravidade:

Queimadura de:

-          vias aereas

-          articulares

-          orgãos genitais

-          complicadas de ferida/fractura

 

 

Extensão da queimadura (regra dos 9%)

-          Cabeça 9%

-          Torax 9%

-          Costas 9%

-          Abdomen 9%

-          Região lombar 9%

-          Períneo 1%

-          Membro inferior 18%

-          Membro superior 9%

-          Mão e pé 1,5% (quando isolados).

 

 

 

 

 

HIPOTERMIA

(Temp. rectal < 35ºC)

ligeira 32 – 35ºC

moderada 28 – 32ºC

profunda < 28ºC

-          Tremores

-          Arrepios de frio

-          Cãimbras

Hipotermia moderada

-          Alteração da consciencia

-          Pulso < 60 (bradicardia)

-          Diminuição frequencia ventilatória.

-          Hipotermia grave

-          Coma

-          Rigidez articular

-          Ausencia de pulso

-          S/ reflexo pupilar

-          Diminuição frequencia ventilatória.

 

-          Afastar do frio

-          Retirar roupas molhadas

-          Limpar e secar

-          Colocar abrigado

-          Aquecer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LESÕES PROVOCADAS PELO CALOR

Golpe de calor (acumulação excessiva de calor corporal)

-          Nauseas, tonturas e cefaleias.

-          Desorientação

-          Sonolência

-          Hipertermia (> 40ºC)

-          Taquicardia (Pulso cheio, frequencia > 140 puls/min)

-          Pele quente e ruborizada

-          Perda de conhecimento

Síncope pelo calor (após exercício fisíco em local exposto ao calor)

-          Vertigens

-          Fadiga súbita

-          Lipotímia (perda de conhecimento)

Esgotamento por calor ( produzido pela perda de água e electrólitos, surge alguns dias após exposição ao calor)

-          Sede

-          Fadiga

-          Vertigens

-          Cãimbras musculares

-          Hipertermia

-          Delírio

-          Diminuição débito urinário

Golpe de calor

-          Arrefecimento

-          Reposição de líquidos e electrólitos

Síncope pelo calor

-          Repouso em decúbito

-          Afastamento da fonte de calor

Esgotamento por calor

-          Repouso afastado do calor

-          Restituição água e electrólitos (6 a 8 lit via oral no 1º dia)

-          Arrefecimento (se necessário)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ACIDENTES DE SUBMERSÃO

-          Pré-afogamento (após um acidente de submersão a vitima sobrevive pelos menos temporáriamente + 24 horas

-          Afogamento (morte devido a submersão em água ou outro fluido nas 24 horas que se seguem ao acidente

-          Sindroma de imersão (morte súbita devido a arritmias cardiacas desencadeadas por reflexo vogal que ocorrem após exposição à água fria < 20ºC.

-          Afogamento secundário ou tardio (episódio de afogamento no qual, após um periodo de queixas de horas ou dias surgem sintomas de dificuldade respiratória

Vitimas conscientes

-          Considerar imobilização da cervical

-          Exame Secundário

-          Aquecimento da vitima

-          Evacuação?

Inconscientes

-          Exame primário

-          Imobilização de cervical

-          RCP

-          Aquecimento da vitima

-          Evacuação?

Informações:

-          exame da vitima

-          Antecedentes pessoais

-          Tempo de submersão

-          Temperatura e pureza da agua

-          Cuidados de emergencia efectuados

Fisiopatologia

-          Hipóxia

-          Alterações electroliticas

-          Alterações do surfactante

Complicações

-          Lesões na coluna

-          Hipotermia

-          TCE, Trauma  extremidades, Enfarte do miocárdio

EMERGENCIAS MÉDICAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EMERGENCIAS MÉDICAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EMERGENCIAS MÉDICAS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Emerg. Cardiológicas

-          Angina de Peito ou Isquémia (insuficiente irrigação das coronárias)

-          Enfarte do miocárdio (morte dos tecidos devido a falta de irrigação)

-          Dor (no précordio, moinha, peso de intensidade variável com irradiação p/ o membro superior esq, maxilar inferior, dorso e de duração variável).

-          Naúseas / Vómitos

-          Palidez

-          Sudorese

-          Dificuldade respiratória

-          Sensação de morte iminente

-          Perda de consciencia

-          Choque – PCP

--------------------------------------

Emerg. Cerebro vasculares

-          Interrupção da circulação sanguinea cerebral. Défice de oxigenação das células cerebrais.

-          Sistemas neurológicos

-          As células nervosas não regeneram.

-          Todas as células necessitam de oxigénio.

-          O cerébro comanda a vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

--------------------------------------

Emerg. Neurológicas

-          Convulsões: contracção involuntária de alguns grupos de músculos ocasionada p/ aumento actividade elctrica numa determinada região cerebral (Tipo epilepsia)

-          Epilepsia:

-          Convulsiva

-          Não convulsiva: Ausência breve consciência (5 – 30 seg) durante os quis o indivíduo suspende toda a actividade excepto os automatismos simples

-          Outras causas:

-          Trauma crâneo encefálico

-          Acidente vascular cerebral

-          Lesões cerebrais (cancro)

-          Hipertermia

-          Alterações açucar sangue

-          Intoxicações

 

 

 

 

-          Emerg. Metabólicas

-          Diabetes Mellitus

-          Caracterizado por um aumento crónico de níveis de açucar no sangue devido a deficiente produção de insulina ou aumento de resistência do organismo à sua acção.

 

Tipos:

- Diabetes Mellitus Insulino dependentes DMID

- Diabetes Mellitus não Insulino dependentes DMNID

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

--------------------------------------

-          Diagnóstico da dor abdominal

-          Localização (9 zonas):

7/1 – Hipocôndrio dir./esq.

8/2 – Flanco dir./esq.

9/3 – Fossa iliaca dir./esq.

4         - Epigastro

5         -  Mesogástro

6         - Hipogástro

-          Tipo (facada, pontada,colica)

-          Início

-          Sintomas (nauseas, vómitos)

 

Quadros clinicos + frequentes:

-          Perfuração de ulcera

-          Apendicite

-          Cólica biliar

-          Cólica renal

 

 

 

 

--------------------------------------

-          Anafilaxia

 (protecção a mais)

A “luta” entre um antigene (substância estranha ao corpo) mais um anticorpo (proteína do sistema imunitário) gera histamina, e quando em excesso gera uma reacção anafilática.

 

Agentes:

- Penincilina, Aspirina, Sulfamidas

- Marisco, Ovos, Chocolate, Morangos.

- Picadas Abelha, Vespa

Emerg. Cardiológicas

-          Observação da vitima

-          Caracterização da dor

-          Sintomas associados

-          Antecedentes

-          Medicação

-          Avaliação parametros vitais, estado da pele e mucosas.

-          Vitima consciente

-          Repouso absoluto

-          Oxigénio

-          Medicação?

-          Vitima inconsciente

-          Decúbito dorsal

-          Elevação dos menbros (atenção ao vómito/dificuldade respiratória – oxigénio)

-          Se PCP – RCP

 

-------------------------------------- Sinais / Sintomas:

-          Cefaleias (dor de cabeça)

-          Desorientação / agitação

-          Dificuldade articular palavras (Disarteria)

-          Diminuição da força de um dos lados do corpo

-          Boca puxada p/ o lado afectado.

-          Assimetria das pupilas

-          Incontinência dos esfincteres

-          Naúseas / Vómitos

-          Convulsões – coma

 

- Formas de apresentação:

-      Alterações da consciência (confusão / desorientação)

-      Fala atabalhoada

-      Boca torcida

-      Queda do corpo p/ um lado

-      Língua enrolada

-------------------------------------

Pequeno mal (não convulsivo)

- Suspensão breve da consciência (5 – 30 seg)

Grande mal (convulsivo)

- Perda de conhecimento seguida de:

- Contracções musculares

- Rotação dos olhos

- Descontolo dos esfincteres

- Dentes cerrados

- Muita salivação

- Apneia + Cianose

A crise convulsiva é seguida de:

- Inconsciência:

Recuperação s/ queixas (Amnésia p/ o episódio)

Recuperação c/ agitação

Diagnóstico diferenciado – Crise de ansiedade

- Vítima aos gritos

- Inexistência de sangue na boca

- Inexistência de cianose

- Inexistência de descontrolo dos esfincteres

Glicémia (nível açucar sangue) 70 a 110 mg/dl

 

Hiperglicémia > 200 mg/dl

Náuseas e vómitos

Sede

Pele Seca e ruborizada

Sonolência

Confusão mental

Coma (é de instalação lenta e progressiva)

Factores de apresentação:

Doente confuso / desorientado

Sonolento

Inconsciente

Avaliar hipoglicémia (teste)

 

Hipoglicémia < 50 mg/dl

Agitação

Pele suada

Tonturas e náuseas

Confusão mental

Perda de conhecimento

Coma (instalação rápida)

Factores de apresentação:

Perda de conhecimento com sudação abundante

-------------------------------------

-          Perfuração de ulcera:

Dor intensa no epigastro/irradiação ao dorso

Vómitos hemáticos (c/ sangue)

Sudorese

 

-          Apendicite

Dor intense na fossa iliaca direita/ irradiação membro inferior direito

Naúseas/ vómitos

Febre

 

-          Cólica biliar

Dor intense no hipocôndrio direito/ irradiação à omoplata

Febre?

 

-          Cólica renal

Dor intensa região lombar/ irradiação p/ orgãos genitais

Naúseas/ vómitos

Febre?

-------------------------------------

Sinais/ Sintomas:

Pele: Prurido (comichão), Vermelhidão, edema á volta dos olhos.

 

Sistema Respiratório: Contracção dos bronquios

Dificuldade respiratória

Edema da glote

Rouquidão

 

Sistema cárdio vascular:

Diminuição capacidade do coração se contrair.

Diminuição do débito urinário

 

Sistema gastro intestinal:

Vómitos

Diarreia

Cólicas

 

Sistema nervoso central:

Cefaleias

Confusão mental

 

Emerg. Cardiológicas

Factores predisponenets:

-          Esforço fisico

-          Stress emocional

-          Frio intenso

-          Calor intenso

Factores de alívio:

-          Remoção dos factores desencadeantes

-          Repouso

-          medicação

Emergência : pode usar-se NITROMINT

 

 

 

------------------------

Vítima consciente:

-          Repouso

-          Oxigénio

-          Evacuação

 

Vítima inconsciente

-          Decúbito lateral

-          Oxigénio

-          Evacuação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

------------------------

-          Não tentar agarrar a vítima

-          Proteger-lhe a cabeça

-          Não introduzir qualquer objecto na boca

-          Afastar os objectos em que possa bater

-          Após crise – DLE (decúbito lateral esquerdo)

 

Quando evacuar ?

- 1º episódio

- Convulsões repetidas

- Convulsão muito prolongada

- Estado confusional pós convulsão mantido

- Convulsão secundária a outra situação

Hiperglicémia

Inconsciente:

DLE (decúbito lateral esquedo)

 

Hipoglicémia

Dar bebidas açucaradas ou papa de açucar

 

Inconsciente:

DLE (decúbito lateral esquedo) + papa de açucar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

------------------------

Medidas emerg:

Decúbito dorsal com flexão dos joelhos para relaxamento da musculatura abdominal (excepto cóloca renal).

Eventualmente análgesicos.

Evacuação?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

------------------------Cuidados de emergência:

Na anafilaxia há compromisso grave da via aérea, corre-se o risco de asfixia.

Pode dar-se adrenalina sub- cutânea só após recomendação do CODU

INTOXICAÇÕES

(Contacto anormal com determinado produto)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INTOXICAÇÕES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

INTOXICAÇÕES

 

 

Caracterização do tóxico:

-          Nome e ou utilidade do produto

-          Quantidade

-          Hora da intoxicação

-          Local da intoxicação

 

Caracterização do intoxicado:

-          Idade

-          Sexo

-          Gravidez?

-          Doenças anteriores

-          Hábitos (alcool, drogas,)

 

Exame da Vítima:

-          1-Estado de consciência

-          2-Avaliação sinais vitais

-          3-Queixas

-          4 -Pesquisa de lesões eventuais ou outros sinais

 

Vias de Contacto:

-          Picada de animal

-          Via Cutânea

-          Via injectável

-          Via Digestiva

-          Via ocular

-          Via Inalatória

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Monóxido de carbono

Sinais / Sintomas:

- Ardor na oro faringe e retroesternal

- Dor epigástrica

 

 Heroína

Sinais / Sintomas:

- Sonolência

- Coma

- Depressão respiratória (Apneia)

- Paragem Respiratória

- Cianose

- Miose (pupila pequena)

 

Cocaína

Sinais / Sintomas:

- Estimulação dosisstema nervoso central (dá speed).

- Arritmias

- Pode levar ao enfarte p/ overdose devido á contracção das artérias coronárias.

- Hipertermia

- Mídriase (Pupila grande)

 

Ectasy

Sinais / Sintomas:

- Agitação – estimulação sistema nervoso central

- Taquicardia / Hipertensão

- Mídriase

- Sudorese profunda

 

Alcool

 

 

 

 

 

Alimentares

Botulismo: Conservas em mau estado.

 

Gastroentrites:

 

Via Inalatória:

-          Remover o paciente do ambiente contaminado

-          Tirar as roupas contaminadas

-          Eventualmente lavagem corporal

-          Manter o doente aquecido

-          Oxigénio

 

Via Cutânea:

-          Retirar roupas contaminadas

-          Lavagem corporal abundante

-          Não aplicar produtos químicos

 

Via digestiva:

-          Esvaziamento gástrico

-          Carvão activado

 

Via ocular:

-          Lavar c/ água corrente/ soro fisiológico durante 10 – 15 min. Mantendo pálpebras afastadas.

-          Não aplicar químicos.

 

Via Injectável:

-          Toxicomanias

 

Picada de animal:

-          Imobilizar a zona atingida

-          Desinfecção local

-          Não fazer incisão

-          Sucção ou colocação de garrote.

 

Medicamentos:

-          Consciente: Não Sonolenta – Inducção do vómito + carvão activado (só na 1ª /2ª hora).

-          Sonolenta: DLE (decúbito lateral esquerdo) Inconsciente: DLE Confirmar com CIAV

 

Pesticidas:

-          Consciente: Orientado – Inducção do vómito (não dar xarope ipeca)

-          Confusa: DLE

-          Inconsciente: DLE

Se PCP – não fazer boca a boca, risco contaminação.

Atenção: os pesticidas podem possuir toxidade cutânea ou inalatória.

 

 Monóxido de carbono

-       Não induzir vómito

-       Leite fraccionado

 

 

 

Heroína

- Decúbito Lateral

- Estimular física/verbalmente.

- Oxigénio

- Se necessário ventilação artificial.

- Dá-se Naloxona.

 

 

 

Cocaína

- Dar a beber abundantemente líquidos (Não alcoolicos).

 

 

 

 

 

 

 

 

Ectasy

- Inconsciente: DLE

- Consciente: Hidratação, ambiente calmo.

 

 

 

 

Alcool

- Esperar que passe – PLS

- Beber líquidos açucarados

- Risco Hipoglicémia

 

 

Alimentares

- Doente tem de ser evacuado.

 

 

- 4/5 h pausa alimentar

-Hidratação coca cola s/ gás (aos poucos)

- Chá preto açucarado

- Soro

Esvaziamento gástrico:

Inducção mecânica do vómito + xarope de ipeca (30ml/adulto)

 

Indução do vómito (contra indicações absolutas):

- Vítima inconsciente

- Ingestão de corrosivos/irritantes ou tóxicos que produzam espuma.

- Ingestão de petróleo ou derivados.

 

Carvão activado:

(Carbomix) adsorve o tóxico, i.é. liga-se ao tóxico evitando que este seja absorvido pelo organismo.

Não adsorve metais pesados, cloro, hidrocarbonetos, corrosivos.

Adulto – 100 g via oral, usado antes da actuação do xarope de ipeca ou para fazer endoscopia. 

 

CIAV – Centro Informação Anti-Venenos:                    808 250 143

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS

Hepatite B:

-          Doença viral provocado pelo vírus da hepatite B.

-          Incubação: 6 semanas a 6 meses

 

Formas de contágio:

-          Contacto sexual

-          Seringas contaminadas

-          Transfusões de sangue

-          Derivados do sangue

-          Mãe – feto

 

SIDA (Síndroma da Imunodeficiência Adquirida)

-          Doença viral provocada pelo vírus VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana)

-          Incubação: 3 a 6 semanas

 

Formas de contágio:

-          Contacto sexual

-          Sangue (transfusões, seringas contaminadas)

-          Derivados do sangue

-          Mãe – feto.

 

Outros:

-          Sífilis

 

-          Herpes Genital (Herpes tipo II)

 

-          Hepatite B:

-          Utilização de preservativo

-          Vacinação

-          Análise de sangue e derivados

-          Tratamento médico

 

 

 

 

 

 

 

SIDA

- Prevenção:

- Preservativo

- Prevenção de transmissão sanguínea.

- Precauções universais

- Protecção individual.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sífilis

- Profilaxia: Preservativo

 

PARTO E GRAVIDEZ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARTO E GRAVIDEZ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PARTO E GRAVIDEZ

-          Fisiologia da Gravidez:

-          Aparelho Respiratório: Aumento da frequência respiratória.

-          Aparelho Cardiovascular: Aumento batimentos cardíacos, aumento volume circulante

-          Sistema nervoso central: Sensação de desmaio, tendência hipotensão, daí a sensação de fadiga.

-          Funções do líquido amniótico:

-          Proteger feto de pancadas e agressões

-          Manter a temperatura do feto

-          Permitir os movimentos do feto dentro do útero.

-          Permitir lubrificação do canal do parto durante o nascimento.

 

-          Terminologia médica:

-          Gravidez de termo – 37 a 41 semanas

-          Prematuro < 37 semanas

-          Pós-maturo > 41 semanas

-          Aborto – ocorre antes das 20 semanas de gestação e pesa menos de 400 g.

-          Trabalho de parto:

-          Avaliação da parturiente

-          Nº de gravidezes anteriores

-          Nº de partos

-          Tempo de gestação

-          Intervalo entere contracções

-          Rotura bolsa de águas

-          Fases:

-          1 – Dilatação

-          2 – Expulsão

-          3 – Dequitadura

-          1 – Dilatação:

-          Contracções

-          Emissão do rolhão de muco

-          Rotura da bolsa de águas

-          2 – Expulsão.

-          Preparar o kit de parto (saco de plástico, luvas, compressas etc.)

-          Colocar a grávida em decúbito dorsal com as coxas flectidas e as pernas afastadas

-          Lavar o períneo com desinfectante

-          Calçar luvas esterilizadas

-          Apoiar o bebé quando a expulsão ocorrer.

-          Sequência do período expulsivo (apresentação cefálica)

-          Cabeça

-          Ombro superior

-          Ombro inferior

-          Restante corpo

-          Atenção ao cordão umbilical

-          Cuidados com o recém nascido:

-          Aspiração das mucosidades

-          Corte do cordão umbilical

-          Manutenção da temperatura

-          Se paragem ventilatória – ventilação assistida Suporte básico de vida: 3 compressões cardiacas, 1 insuflação. Não é necessário fazer extensão da cabeça e queixo.

-          3 – Dequitadura

-          Ocorre cerca de 15 – 30 min após a expulsão

-          Não puxar o cordão umbilical

-          Logo que a placenta sair colocá-la num saco apropriado

-          Problemas especiais: Hemorragia intensa pós dequitadura. Atraso na dequitadura (superior a 30 min.)

-          Se for apresentação pélvica:

-          Deitar a parturiente na ponta da maca

-          Sequência: Menbros inferiores, tronco, menbros superiores, cabeça.

-          Situações de sepecial gravidade: Prolapso do cordão (aparece 1º o cordão), Apresentação de um único menbro, Parto prematuro.

-          Trabalho de parto: Em qualquer circunstância efectuar sempre uma conslta radiométrica para que o parto se efectue com apoio médico.

-           

 

SAÚDE PREVENTIVA

Controlo dos vectores de doenças:

 

Combate aos ratos

-          Impedir a entrada de ratos a bordo

-          Conservar os alimentos protegidos e evitar a acumulação de restos de comida

-          Exterminar os ratos

-          Transmitem a laptospirose que provoca hemorragias graves. Morre-se por hiporolária.

 

Combate aos insectos:

-          Impedir a entada de ratso a bordo (pulgas)

-          Conservar os alimentos protegidos e evitar a acumulação de restos de comida

-          Eliminação das águas residuais ou estagnadas

-          Utilizar repelentes de insectos

-          Exterminar os insectos

-          Perigo de febere amarela, malária, etc)

Raticidas.

-          Habitualmente são anti coagulantes

-          Actuam por toxidade crónica. Existem em granulado.

 

Insecticidas.

-          Piretinas – toxidade baixa

-          Carbonatos e organofosfatos – toxidade moderadamente alta

-          Existem em sprays ou pó

-          Desinfestação:

-          As desinfestações em grande escala devem ser feitas por empresas da sepecialidade que deverão deixar no navio as seguintes informações:

-          Nome químico/comercial do produto utilizado

-          Data da desinfestação

-          Instrucções rigorosas quanto aos cuidados a ter em relação ao produto aplicado.

 

Desinfecção da água:

-          Portugal – 5 gotas / 10 litros água de lixívia

-          Africa – 1 ml (20 gotas) 1 lt água.

 

 Obs: Apontamentos coligidos do Curso de Cuidados Médicos para Oficias da Marinha Mercante ministrado pela Dra Teresa Pinto médica do INEM, no ano de 2004

Nota. Estas noções, embora correctas, são apenas de carácter informativo. Não devem deixar de em caso de alguma emergência  contactar o INEM ou o médico. Destinam-se apenas a melhor informação dos leitores e se possível a ajudar ao melhor entendimento entre o operador do INEM e o utente do serviço.

0
0
0
s2sdefault